domingo, 13 de julho de 2008

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Fique por dentro!...Qualificação em turismo.




08/07/2008
QUALIFICAÇÃO EM TURISMO


Parceria entre UNEB e Secretaria estadual de Turismo (Setur) vai beneficiar mil trabalhadores do setor turístico - Convênio de R$1,2 milhão tem como foco a Capacitação Profissional para Roteiros de Turismo Étnico Afro-baiano - Leia REPORTAGEM
Cerca de mil trabalhadores beneficiados. Este é o número mínimo de pessoas que serão capacitadas pelo Convênio de Qualificação Profissional e Empresarial para Roteiros de Turismo Étnico Afro-baiano.
Este ano, o Ministério do Turismo destinará cerca de R$1,2 milhão à Universidade do Estado da Bahia (UNEB), através da Secretaria estadual de Turismo (Setur), para que sejam elaborados e ministrados cursos de capacitação e qualificação de profissionais da área de Turismo de Salvador e do recôncavo baiano (Cachoeira, Maragogipe, Santo Amaro e São Francisco do Conde).
Os cursos têm enfoque na perspectiva de valorização afro-baiana, assim, Billy Arquimimo, coordenador de Turismo Étnico-afro da Setur, ressalta que "esta é uma forma de reparação, de tentar dar uma contrapartida ao nosso povo, com foco voltado para sua qualificação e capacitação".
"A UNEB já tem como característica desenvolver o ensino com qualidade, sempre diversificando os cursos, sobretudo na área social", complementou Arquimimo, reconhecendo o papel que a UNEB desenvolve no estado.
Para o reitor Lourisvaldo Valentim, este convênio é mais uma amostra do papel formador da universidade na Bahia. "A maior ação desta instituição é a formação de pessoas. Nós abraçaremos esta iniciativa e todas as outras que tiverem como meta promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos baianos."
O convênio é coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, e foi firmado no último dia 25 de junho, na cidade de Cachoeira, através do reitor Lourisvaldo Valentim, e do secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, e contou também com a presença do governador do estado, Jaques Wagner.
Cursos:
Prevista para começar neste mês de julho, a iniciativa conta com a participação de professores e estudantes de Turismo da universidade, além de outros especialistas que vão qualificar garçons, camareiras, cozinheiros, recepcionistas e guias de viagem, por exemplo.
"Estes profissionais que participarão do curso deverão compreender a riqueza afro e socializar sua rica cultura com os turistas. Haverá uma relação de reciprocidade entre eles", assegurou Adriana Marmori, pró-reitora de Extensão (Proex).
Para embasar as aulas, a UNEB, através da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG), vai realizar estudos e pesquisas nas regiões atendidas pelo programa, com a intenção de investigar a fundo suas principais demandas. O diagnóstico terá início ainda no mês de julho, e terá duração de quatro meses.
"A pesquisa visa identificar as reais necessidades de qualificação, a partir da caracterização socioeconômica da região e dos seus profissionais, e também do mercado de turismo étnico-afro", afirma o pró-reitor Wilson Mattos (PPG), que coordena a pesquisa.
Com base nessas informações, será definido o modelo de qualificação e capacitação adequado para as populações locais. A princípio, pretende-se qualificar cerca de mil profissionais em aproximadamente 160 horas de curso, em atividades que seguem até dezembro.
Para Carlos Cipriano, coordenador do Colegiado de Turismo e Hotelaria da UNEB - que disse haver mais de 50 atividades econômicas produtivas que compõem o setor - essa qualificação e capacitação profissional têm implicações para o turismo baiano e para cada trabalhador, com a melhoria de sua produtividade.
"Queremos uma nova realidade de profissionais na Bahia. Eles estarão realmente qualificados para se relacionar bem com o turista, já que buscamos aumentar o fluxo visitante em nosso estado, especialmente o norte-americano", complementou Cipriano.
Beneficiando também a comunidade acadêmica, o professor Cipriano reconheceu que o corpo docente da UNEB vai ter a oportunidade de interagir de forma mais estreita com a sociedade e os segmentos de Turismo.
08/07/08

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A INFLUÊNCIA AFRICANA NA LÍNGUA PORTUGESA



A QUIZOMBA DE NHÔ BENTO
Na boteca de Nhô Bento
Ouve-se grande azoeira,
É fuzuê por todo lado:
Cantoria, falatório e brincadeira,
Cheiro gostoso de quitute:
É acarajé, moqueca e guiasado.
A mulata Luanda mexe o tempero
Ao som de um batuque bem brasileiro,
Com o caxixi amarrado na canela,
Mexe, mexe e requebra,
Sem derrubar a caçamba
E sem deixar cair a gamela.
Nhô Bento bate o tambor.
Todo mundo a a roda.
É gente bamba na palma da mão.
A mulata cai no samba
E levanta a poeira do chão.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Corrupção e impunidade



"A corrupção e a impunidade estão levando o povo ao descrédito na ação política e nas instituições, enfraquecendo a democracia. O povo brasileiro precisa recuperar a esperança. A credibilidade e a legitimidade de nossas instituições serão asseguradas pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos apropriados ilicitamente e pela punição dos delituosos".
Charge de Angeli,na folha de S.paulo(26/06/07

Prefácio do CD-ROM "Viagem pela História do Brasil"



Uma Visão do Brasil


Uma nação não é feita apenas de circunstâncias, embora elas sejam importantes. Uma nação se constrói a partir de fundamentos que moldam a identidade de seu povo, definindo seus costumes, instituições, estabelecendo o modo pelo qual se relaciona com as outras nações e absorve as tendências dominantes em cada momento. São esses fundamentos, apresentados a partir daquelas circunstâncias, que procuramos mostrar na Viagem pela História do Brasil.
Quais são eles?
Em primeiro lugar a adaptação, que se fez imperativa a partir do momento em que os primeiros europeus por aqui chegaram e perceberam que para sobreviver no Novo Mundo era necessário algo mais que seus costumes e crenças tradicionais. A força das armas que lhes garantia conquistas era inútil numa terra onde tomar espaço era fácil - mas muito difícil sobreviver no território desconhecido. Para isto, as circunstâncias só indicaram um caminho: aceitar o costume local para poderem ter acesso ao conhecimento dos homens da terra. A via aberta não era a guerra, mas o casamento, segundo a regra que obrigava cada estrangeiro a "ter" uma mulher da tribo para ser aceito por ela, estabelecendo uma complexa rede de parentesco com os demais membros. Parente ou inimigo, eram as únicas formas de relação possíveis para os nativos. A mistura de raças e culturas que assim se fez, contrária à tendência européia então - e até hoje - dominante, marcou de maneira definitiva a constituição do povo brasileiro, dando-lhe alguns de seus traços básicos: a liberalidade sexual relativamente forte, a cordialidade com o estrangeiro e a inclinação para aceitar o estranho.
O segundo fundamento tem um sentido contrário. Não adaptativo, mas impositivo; não cordial, mas violento. Se para aqui viver foi necessário casar, para produzir foi necessário escravizar. De início os "negros da terra", nativos pertencentes às tribos inimigas e escravizados com ajuda dos novos parentes, depois os negros da África, trazidos pelos portugueses, construíram primeiro a Colônia, depois o Reino e o Império. A longa duração do regime escravocrata marcou indelevelmente a cultura brasileira: o abismo entre elite e povo, o autoritarismo nas relações com os que estão abaixo são heranças de quatro séculos de violência institucionalizada.
O terceiro fundamento diz respeito à unidade, territorial, lingüística e cultural. A descoberta do ouro em Minas Gerais é parte da explicação: em poucas décadas transformada em centro da economia, a província atuou como pólo de atração de homens e mercadorias, agregando o que antes era disperso, e exigindo da Metrópole um controle antes desnecessário. O período em que isto se deu é mais uma parte da explicação: ocorressem as descobertas de ouro e diamantes dois séculos antes, como acontecera no México e no Peru, talvez não fosse garantida a unidade. Ocorrendo num momento em que grande parte do território já fora conquistada pelos próprios filhos da terra, e em que um sentimento de brasilidade já havia sido forjado na luta contra os holandeses, o resultado foi manter unido um povo que tinha muitas razões para se dispersar.
O ouro produziu não só a união do território, mas também uma elite da terra que se preocupou com a criação de uma Nação independente. A idéia tomou forma à medida que a Colônia crescia economicamente e a Metrópole se perdia em meio à fermentação revolucionária da segunda metade do século XVIII. E acabou resolvida segundo a forma híbrida das tendências fundamentais da formação: a adaptação do rei português ao papel de fundador do país, associada à vontade de criar estruturas econômicas e políticas abertas como as que se instalavam na França e nos Estados Unidos. Dessas tendências contraditórias nasceriam caminhos opostos, que a unidade da Coroa permitiu conviverem. De um lado, a idéia de fundar as instituições sobre a base de abertura dos casamentos mistos, com a transformação de índios e escravos em cidadãos. Do outro, a tentativa de reforçar a distância entre o topo e a base, com a transformação de senhores de escravos em nobres, numa caricatura do Antigo Regime que se dissolvia. Cada uma deixou seus traços. A primeira, o hábito das eleições e a força do Parlamento; a segunda, a realidade crua da falta de cidadania e direitos, a imensa distância entre ricos e pobres.
Assim se firmou o quarto fundamento característico do modo de ser brasileiro: a complicada busca de uma conciliação entre desenvolvimento e democracia. Do ponto de vista econômico, a contradição entre produção capitalista e regime escravista dificultou a entrada do Brasil na era moderna. Para seguir adiante, era preciso abolir a escravidão - e o que foi conseguido com grande demora e a duras penas não significou a abolição da mentalidade autoritária, ainda que acabasse com a monarquia.
Proclamada a República, o controle do Estado se transformou no paradigma autoritário por excelência. Reduzindo ao mínimo a conquista democrática que foi a transformação - apenas formal - dos brasileiros em cidadãos, a herança escravista perdurou numa forma "modernizada" de diferenciar dominantes e dominados. A pretendida superioridade deslocou-se dos nobres e senhores para os técnicos: desde o começo do século forma-se no Brasil a mentalidade de que é mais digno de ter poder aquele que tem mais saber. Apresentada de diversas maneiras, das quais o germe de populismo implantado com a revolução de 1930 é apenas uma, esta mentalidade define a fórmula brasileira de autoritarismo: colocar o progresso econômico como alternativa excludente da democracia política, assunto "técnico" do qual o povo é sempre objeto, nunca sujeito.
Com idas e vindas, o jogo entre um projeto de Nação fundado na abertura para o novo e a tentativa de manter privilégios se refez várias vezes no correr do século, sem nunca se chegar a um equilíbrio. Nos momentos de domínio da democracia, nunca houve força política para se romper as estruturas hierárquicas; por outro lado, nem mesmo ditaduras conseguiram sobreviver sem um grau de reconhecimento do voto e representantes eleitos. Neste jogo moldou-se a transformação da sociedade agrária em país urbano e industrial, com um capitalismo que não firma idéias de concorrência, um Estado que precisa ser interventor para manter privilégios, cidadãos que têm participação formal na vida política mas não direitos efetivos, brasileiros que constróem a identidade de um país aberto nas frestas de um sistema de poder sempre propenso a ceder à tentação do autoritarismo.
A Viagem pela História do Brasil percorre essas idas e vindas até o momento em que um novo desafio se coloca: um povo globalizado tentando achar seu lugar num mundo globalizado, em meio a instituições ainda marcadas pelo predomínio de interesses particulares. Com isto, esperamos ter contribuído para ajudar cada brasileiro a definir suas opções próprias para o futuro.
Jorge CaldeiraSergio Goes de Paula

Brasileiros... Um povo novo? Que tipo de povo somos nós ?

Povo Brasileiro


O Povo Brasileiro é uma obra do antropólogoDarcy Ribeiro, lançada em 1995 que aborda a história da formação do povo brasileiro.
Darcy Ribeiro descreve no livro que:
Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre marcados pelo exercício da brutalidade sobre aqueles homens, mulheres e crianças. Esta é a mais terrível de nossas heranças. Mas nossa crescente indignação contra esta herança maldita nos dará forças para, amanhã, conter os possessos e criar aqui, neste país, uma sociedade solidária.
Diz ainda:Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino.

Amelia Carolina


A inspiração para esse blog veio do desejo de transmitir conhecimentos históricos buscando de forma simples, clara e objetiva a compreensão de fatos e mecanismos que transformam nossa sociedade, cuidando para que a história de nosso povo não morra entre as novas gerações.